Como a tecnologia pode ajudar no combate à crise econômica mundial?

A largada para a guerra contra o novo coronavírus no Brasil foi dada no dia 4 de março de 2020. Essa data se refere à primeira confirmação oficial de uma pessoa com o vírus no país.

Desde então, o desespero e o pânico cresceram em escala geométrica: afinal, o vírus se alastra pelo mundo todo. Ainda há a dramática condição de vidas humanas perdidas e degradadas nessa pandemia.

As perdas estão por todos os lados e em inúmeros aspectos. Óbitos, desemprego, solidão, fome, depressão, só para citar alguns. Nesse caso, a derrocada da saúde das pessoas é, geralmente, acompanhada por uma crise econômica mundial. Afinal, a economia não existe sem o ser humano.

Neste post, queremos mostrar a você, que estuda para ser um advogado do futuro, como a tecnologia pode ser uma aliada importante nesse cenário. Confira!

Como se adaptar a essa crise econômica mundial?

Segundo dados recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde), um terço da população mundial está em quarentena, ou seja, em distanciamento social, permanecendo dentro de casa. Em muitos desses casos, não há como trabalhar, gerando uma insegurança na população ao ver que não entra dinheiro na conta.

Isso tudo é somado à impossibilidade de sair na rua para trabalhar e conseguir, de alguma forma, dinheiro para sobreviver. Nunca se viveu algo semelhante na História da Humanidade. Uma guerra diferente de todas, não por sua essencialidade (já houve outras epidemias no mundo — Peste Negra, no século XIV, Gripe Espanhola, em 1918, e Gripe Asiática, em 1957), mas sim, pela sua extensão.

O mundo globalizado, que permite grande circulação de bens e pessoas, também abriu portas para doenças. Tudo está mudando, o mundo será outro após a pandemia e não sabemos o que esperar. Por isso, a palavra de ordem é adaptação, inclusive, da área jurídica. Diante de tudo que se passa, você, operador do Direito, está preparado para a advocacia do futuro?

Em que contexto a tecnologia pode ajudar?

Para resolução dos problemas gerados por essa nova crise econômica mundial, há um aliado fundamental: a tecnologia. Inovações tecnológicas estão permitindo que o mundo não pare totalmente nesse momento, possibilitando, inclusive, o exercício da advocacia judicial e extrajudicial (claro, de forma limitada, devido aos fatos).

Há processo eletrônico, assinatura e certificação digital, reuniões por telefone ou videoconferência, entre outros recursos. Mais do que nunca, o profissional jurídico deve estar atualizado para conseguir orientar seus clientes nessa situação de fatos jurídicos atípicos e inéditos. Aliás, você está fazendo essa atualização?

A tecnologia contribui, também, para manter outros profissionais trabalhando, o que ajuda a minimizar os efeitos da crise e pode gerar lucro e distribuição de renda em meio à pandemia. Psicólogos estão atendendo por videoconferência, foi regulamentado, temporariamente, o atendimento médico online, feirantes estão vendendo seus produtos via WhatsApp etc.

Qual o papel do Direito durante a crise?

Por ser a economia uma das áreas mais afetadas pela pandemia, um dos principais problemas que surgirão é a falta de liquidez — tanto em empresas, como em famílias. Ela ocorre quando há, por qualquer motivo, interrupção de receita, mas as despesas ficam ainda correntes.

Não se sabe quanto tempo vai durar a quarentena — um, dois, três ou mais meses. Para algumas poucas empresas e pessoas pode ser que não haja consequências financeiras. Contudo, para a maioria, o impacto será grande.

Assim, orientar pessoas e empresas em sua insolvência será um ramo advocatício em crescimento. O Direito Empresarial terá papel de salvar muitas empresas — suas orientações e apoio ajudarão na retomada econômica do país quando a pandemia passar, exercerá também esse papel a advocacia civil em casos de insolvência de pessoa física.

Além das inovações legislativas comuns, o advogado do futuro deverá acompanhar e indicar ao seu cliente como usufruir do aporte estatal proporcionado nesse momento. Entre as iniciativas, estão isenções de impostos, crédito facilitado, benefícios na manutenção de funcionários e o que mais surgir para beneficiar o insolvente.

Mudanças na legislação

Outro assunto jurídico que, apesar de já discutido antes da crise, ganhou uma enorme importância nesse momento, é a improtelável mudança na Lei de Falências e Recuperação Judicial. O atual texto tem muitos pontos que atrapalham a Recuperação Judicial.

Por exemplo, para dar andamento em um processo de recuperação judicial, é necessária certidão negativa das Fazendas (federal, estadual e municipal). Isso gera a impossibilidade de a maioria dos negócios tentar um Recuperação Judicial. Afinal, quantas empresas insolventes estão solventes com os encargos do Estado? Pouquíssimas.

Esse cenário tende a piorar com a crise econômica mundial causada pela pandemia. Logo, além das medidas emergenciais dos Poderes Executivos e Legislativos, é urgente a aprovação dessa nova lei, que ainda depende de aprovação no Senado Federal. A correria deve ser grande — o vírus é muito mais rápido do que o processo legislativo brasileiro.

Aposta na recuperação

Além da utilização da tecnologia e do suporte estatal (mesmo que insuficiente), vários economistas apostam em uma rápida recuperação econômica da crise causada pelo coronavírus, se comparada à crise econômica mundial de 2008. Naquele ano, houve o estouro da bolha imobiliária em países como Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e outros.

Ou seja, com a quebra de dentro dos bancos, muitas instituições financeiras ficaram descapitalizadas, o que demandou mais tempo para a recuperação da economia mundial. Agora, em 2020, a situação é diferente. Os bancos estão muito bem capitalizados e poderão dar suporte às pessoas e às empresas.

Assim, mesmo diante da tragédia, deve haver planos e pensamentos para o futuro. É preciso adaptação e enfrentamento de vários monstros aos mesmo tempo: morte de milhares de pessoas, desemprego em massa, fome, falta de apoio financeiro estatal e solidão.

Para isso, deve-se utilizar as melhores armas que existem contra essa crise econômica mundial. A tecnologia atua como suporte em todas as áreas, adicionada ao espírito maleável do ser humano em ser adaptável, criativo e solidário. A economia e a história mundial são cíclicas. Já passamos por outras pandemias, e essa também não será a última.

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