futuro do direito

O futuro do direito: saiba o que esperar com as novas tecnologias

Daniel Becker Postado em 28/10/2019

A graduação em direito é conhecida por oferecer um amplo leque de opções aos seus discentes, o que demanda o devido aproveitamento durante o curso, visto que é um mercado bastante concorrido. Além da preocupação com o bom rendimento, o bacharel também deve ter em mente as mudanças em relação ao futuro do direito.

A tecnologia tem afetado toda a sociedade, e isso deve ser visto de forma positiva, até mesmo por ser algo irreversível. Com as mudanças e criações, também surge a necessidade de regulamentação, o que pôde ser visto recentemente na edição de leis de proteção de dados na Europa e no Brasil.

Continue sua leitura e saiba mais sobre aquilo que o futuro reserva para o profissional do direito. Confira!

Reflexos no mercado de trabalho

Diversas profissões passam por profundas reformulações, e muitas serão extintas em um futuro próximo. Isso já aconteceu, por exemplo, com o datilógrafo, que deixou de ter uma profissão com a popularização da internet e do computador. A boa notícia é que, ao menos, o advogado não perderá seu papel e importância, visto que ele é imprescindível para a boa administração da justiça, como dispõe a própria Constituição Federal.

Ainda assim, quem busca se consolidar no mercado de trabalho deverá contar com diferenciais, pois a conectividade e o avanço da inteligência artificial serão responsáveis por grande parte do trabalho burocrático que hoje está a cargo do advogado. Essa facilitação na rotina exige preparação para o seu bom uso, e deve levar em consideração que a atuação intelectual ainda será feita majoritariamente por seres humanos.

Uso da inteligência artificial

As Legaltechs, ou Lawtechs, investem pesado na digitalização dos trabalhos dos profissionais do direito, e isso gera benefícios até mesmo aos tribunais do país. As horas gastas na organização de arquivos físicos, e até mesmo digitais, estão sendo substituídas por trabalhos feitos em plataformas especializadas na gestão de documentos, como contratos e até mesmo processos judiciais.

Tais mecanismos são capazes de gerar petições iniciais, contestações e recursos em larga escala, sem a dependência do famigerado Crtl-c e Crtl-v.

Solução de conflitos online

Processos judiciais implicam custos, sobrecarregam o poder judiciário e levam um longo tempo para serem sentenciados de forma definitiva. Uma saída cada vez mais popular são os equivalentes jurisdicionais, a exemplo da conciliação e mediação, relevantes na nova legislação processual civil.

O uso de tais meios de solução de conflitos pode se dar antes mesmo do protocolo da petição inicial, e o melhor: online! É o que faz a plataforma Sem Processo, que facilita a vida dos advogados das partes e empresas, ao possibilitar uma solução rápida e online, gerando ganhos para todos os envolvidos.

Litígios do futuro do direito

Como mencionado, o avanço da tecnologia ainda reserva diversos conflitos que serão solucionados com a ajuda do advogado. A impressão 3D, por exemplo, poderá fabricar armas, e isso certamente entrará em conflito com a lei. O uso de drones também poderá violar a privacidade das pessoas, e é natural que aqueles que se sintam prejudicados busquem a devida reparação. A internet das coisas e a cibersegurança também demandará a participação de advogados, vide as possíveis invasões de sistemas.

O profissional deve estar em constante adaptação e capacitação, ciente de que as disciplinas aprendidas na faculdade de direito não serão as únicas responsáveis pelo seu sucesso. Conhecimentos sobre gestão e análise de dados, robótica e programação são alguns dos diferenciais que o advogado deverá ostentar para uma adaptação não traumática.

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