Inteligência Artificial no Direito: Entenda como a compra da área jurídica da Thompson Reuters pela EY reforça esse futuro.

Erik Navarro Postado em 09/04/2019

A EY, muito recentemente, comprou a área de serviços jurídicos da Thompson Reuters, a Pangea3.  Isso comprova a tendência das chamadas Big4 de se expandirem para o mercado jurídico.

O fato não é novidade.  As empresas de consultoria, à época BIG5, já haviam começado esse movimento no final da década de 90. Entretanto o escândalo da Enron em 2001, que culminou com o fim da Arthur Andersen, resultou em uma regulamentação que previa temporariamente a expansão de seus serviços jurídicos.

Após o escândalo, as agora Big 4  se associaram a escritórios de advocacia para atendimento de seus clientes, mas agora, com essa compra, o mercado toma um novo rumo.

E o que essa união significa, na prática? Isso mostra, claramente, que o mercado jurídico, até então bem fechado, vem se modificando, e se rendendo à utilização da inteligência artificial. E não haverá espaço para quem não o fizer.

Os clientes querem soluções imediatas para o seu problema, independentemente de quem venha essa solução. Se algum problema jurídico é detectado durante a auditoria, o mais importante é que seja resolvido o mais rápido possível, dentro da mesma empresa. Tempo e dinheiro são economizados.

O mercado jurídico, em relação a escritórios de advocacia , é fragmentado, enquanto que as Big4 se concentram em um trabalho legal de menor valor e maior volume, pois que, além da expertise, também possuem a tecnologia a seu favor.

A utilização de inteligência artificial, como não poderia deixar de ser, transformará o mundo jurídico, e o advogado fará aquilo que estudou para fazer, e não perder horas (cobráveis) fazendo buscas e outras atividades burocráticas e repetitivas, que máquinas passarão a realizar com cada vez mais frequência.

O trabalho jurídico será mais focado em relacionamento humano, e novas modalidades de serviços jurídicos serão criadas, até para regular as inovações tecnológicas, carentes de legislação específica.

O tema foi abordado por David Wilkins, Vice-Reitor da Harvard Law School, em palestra proferida no I New Law Annual Meeting, realizado em São Paulo.

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