Entenda a relação existente entre inteligência artificial e direito

A evolução da tecnologia criou diversos mecanismos para otimizar as operações dentro das empresas e auxiliar as equipes. Nesse sentido, a inteligência artificial proporcionou uma série de vantagens para a rotina dos profissionais que trabalham com o Direito.

Diante desse cenário promissor futuro, investir em ferramentas e softwares de automação, por exemplo, virou quase que um fator indispensável para quem quer tornar os seus serviços mais eficientes e se destacar no meio jurídico.

Tanto é assim que a maioria dos escritórios de advocacia, departamentos jurídicos de corporações e, até mesmo, advogados autônomos, já se conscientizaram dos benefícios dessa ferramenta para gerenciar o dia a dia de trabalho com mais eficiência e obter um bom desempenho.

Por isso, neste artigo vamos apresentar a relação existente entre inteligência artificial e o Direito. Confira!

O que é inteligência artificial?

O conceito de inteligência artificial surgiu lá na década de 1960. O termo se referia à ciência responsável por desenvolver máquinas inteligentes, principalmente os softwares inteligentes. Ao longo dos anos, a tecnologia avançou significativamente e, com isso, a expressão também foi se aperfeiçoando.

Atualmente, a inteligência artificial consiste em algoritmos matemáticos e estatísticos que possibilitam que as máquinas possam criar um raciocínio artificial, o mais parecido possível com a mente humana, além de permitir interpretar mensagens e comandos com precisão de detalhes. Por meio desse mecanismo, foi possível aproximar a tecnologia das ciências humanas.

Qual é a diferença existente entre automação de processos e a inteligência artificial?

Apesar de serem conceitos bastante confundidos, você vai entender que eles são diferentes. A automação permite apenas que as máquinas respondam aos comandos previamente programados. Ela é essencial para facilitar a rotina jurídica de advogados e de profissionais do meio jurídico.

Assim, a automação garante, por meio de simples comandos, que os processos sejam executados com mais qualidade, há menores chances de erros e o tempo de desempenho das tarefas é reduzido. Esse sistema torna tudo mais prático.

Por sua vez, a inteligência artificial vai além. Os benefícios proporcionados por essa ciência são ainda melhores. Esse sistema proporciona os meios para que as máquinas possam agir às ações e às informações que foram recebidas, ou seja, a tendência é substituir o trabalho humano. Ela está presente em diversos equipamentos tecnológicos que são usados no dia a dia. De maneira geral, ambas têm seus benefícios próprios e se complementam.

Por exemplo, o equipamento de GPS é um tipo de automação que mostra os caminhos que podem ser utilizados para chegar a um determinado lugar. Do mesmo modo, a inteligência artificial pode ser inserida dentro desse processo.

Por meio dela, torna-se possível conhecer a melhor rota, um caminho sem trânsitos que assegura a chegada ao local em menos tempo. Isso é possível graças ao cruzamento das informações presentes na internet.

É inegável o avançado que fora conquistado pela automação das máquinas. Contudo, a Inteligência Artificial segue revolucionando o mercado e lançando inovações cada vez mais úteis.

Como a inteligência artificial está sendo aplicada ao Direito?

Agora que você já conhece a diferença entre a inteligência artificial e a automação, podemos seguir em frente. Na verdade, a maioria dos profissionais e escritórios de advocacia fazem uso da automação de processos — por meio de softwares jurídicos.

A maioria das funções é direcionada para proporcionar um gerenciamento de processos mais rápido e eficiente, e organizar a agenda, por exemplo. Trata-se de uma maneira de sistematizar as informações, simplificando a rotina dos advogados.

Espécie de sistematização não é considerada como inteligência artificial. Ela não se encaixa nesse conceito porque não existe um raciocínio da máquina, ou seja, o software não consegue pensar como a mente de um advogado.

Ele simplesmente é programado de maneira inteligente para executar funções específicas e otimizar as tarefas. Porém, não tem a capacidade de substituir plenamente o cérebro de um profissional do Direito.

Nesse sentido, existem softwares que têm a capacidade de registrar petições, fazer pesquisas sobre determinados assuntos legais e organizar o entendimento jurisprudencial, por exemplo. Contudo, essa habilidade está restrita a tarefas menores e mais “robotizadas”, que não demandam um raciocínio jurídico, de fato.

Quais são os impactos causados pela inteligência artificial dentro do Direto?

A tecnologia veio para ficar. Da mesma forma, a inteligência artificial está ganhando tamanha importância que ela vem se tornando parte inerente aos trabalhos de um advogado. Atualmente, a maioria já faz uso desses mecanismos inteligentes para otimizar a sua rotina.

Os profissionais podem focar em atividades mais importantes

As tarefas consideradas mais simples são delegadas aos softwares. Assim, sobra mais tempo livre para os profissionais se dedicarem às atividades que precisam de mais atenção, raciocínio e concentração. Desse modo, os trabalhadores ganham mais qualidade e as chances de erros nos processos acaba sendo menor.

Os dados são protegidos com mais segurança

As informações de clientes e processos são dados muito importantes e precisam ser protegidos. Nesse sentido, nada melhor do que contar com a ajuda de mecanismos automatizados para preservá-los.

As pesquisas e as previsões jurídicas são mais bem fundamentadas

Os softwares ajudam a fazer pesquisas em sites dos Tribunais e a identificar o posicionamento jurídico de cada desembargador, por exemplo. Além disso, torna-se viável antever as situações legais por meio do estudo de processos que estão pendentes de decisão e sentença com os resultados de processos anteriores.

Isso é possível porque os algoritmos coletam os dados e os processam em informações úteis, a fim de construir um material relevante e baseado em fatos confiáveis.

Assim, o advogado consegue reunir, à sua disposição, uma grande quantidade de conhecimentos jurídicos que podem se tornar o diferencial para o ganho de uma ação. Ou seja, o advogado passa a conhecer as chances de sucesso em determinado processo — e buscar alternativas para defender o cliente com chances de vitória.

A inteligência artificial não deve ser motivo de preocupações para o advogado. Esse sistema inovador veio para trazer soluções e otimizar as tarefas pertinentes à área do Direito. Até porque nenhuma tecnologia se mostra capaz de pensar, interpretar, refletir e raciocinar da mesma forma que a mente humana. Um profissional inteligente sabe que o melhor a ser feito é utilizar esses mecanismos ao seu favor e da melhor maneira possível.

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